Durante a colonização do Benin, várias obras de arte foram roubadas e chegaram à França; nesta sexta-feira, o presidente Emmanuel Macron anunciou que irá devolver 26 peças que estão no Museu de Quai Branly, em Paris, e que foram solicitas pelas autoridades do país.
EFE
Paris - Esta é a primeira operação de restituição de arte africana desenvolvida por Macron depois do recebimento de um relatório sobre as condições de devolução de obras às antigas colônias.
| Coleção de arte africana no museu de quai Branly em Paris. EFE/ Christophe Petit Tesson |
Após os sangrentos combates de 1892, o general Alfred-Amédée Dodds roubou as peças em questão do palácio real. Agora, elas serão devolvidas e expostas como parte de um ambicioso projeto que as autoridades locais montaram para os museus do país. Além da obras, Macron afirmou que cederá a experiência das equipes de conservação que trataram das obras até agora.
O presidente francês também propôs desenvolver no primeiro trimestre do ano que vem uma parceria entre Europa e África para elaborar uma nova lista de obras artísticas e formar uma política de troca de peças.
Hoje, Macron recebeu as conclusões do relatório feito pelos professores Felwine Sarr, do Senegal, e Bénédicte Savoy, da França. O estudo foi encomendado pelo presidente para realizar o seu projeto de criar, dentro cinco anos, as condições adequadas para a restituição permanente ou temporária de todo o patrimônio africano que os museus franceses têm.
O presidente encarregou os Ministérios de Cultura e Relações Exteriores desse trabalho, com o objetivo de que "a juventude africana tenha acesso na África, e não exclusivamente na Europa, ao seu próprio patrimônio e ao patrimônio comum da humanidade". Neste sentido, pediu que os órgãos estudem diferentes opções de restituição, exposição, troca, empréstimo, depósito e cooperação de obras e que os museus franceses realizem levantamentos de todas as obras africanas que conservam.
Comentários
Postar um comentário