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Brasil já ganhou um Oscar? Luciana Arrighi nasceu no Rio e foi premiada: 'Minha estatueta é um pouco brasileira'

Ela foi premiada em 1993 pelo trabalho de direção de arte no filme 'Retorno a Howards End'. Ao G1, ela diz que Brasil 'deu um brilho a mais' a sua carreira.


Por Braulio Lorentz | G1


Em 1993, Luciana Arrighi ganhou um Oscar de Melhor Direção de Arte (hoje chamado de Design de Produção) pelo filme "Retorno a Howards End", com Anthony Hopkins e Emma Thompson. E quem entra no site oficial da artista e figurinista descobre que ela nasceu no Rio, em 1940.

A figurinista e artista Luciana Arrighi fala no Festival de Berlim em 2015 (Foto: Brita Pedersen/AFP)
A figurinista e artista Luciana Arrighi fala no Festival de Berlim em 2015 (Foto: Brita Pedersen/AFP)

"Eu saí do Brasil com dois anos, meu pai era um diplomata italiano, então eu mal me lembro dessa época", recorda Luciana, em entrevista ao G1.

"Eu tenho a nacionalidade australiana, mas pode dizer que o Oscar que eu ganhei é um pouco brasileiro. Eu tenho certeza de que o Brasil me deu um brilho a mais", garante ela.

Entre Itália, Austrália e Brasil

O pai de Luciana era italiano e a mãe australiana. Ela foi educada pela família em vários lugares do mundo, mas passou a infância na Austrália.

Ela não é cidadã brasileira. Ou seja, ela é protagonista de mais uma história em que o Brasil passou perto de um Oscar.

Luciana, hoje com 78 anos, estudou Arte e começou a carreira no teatro. Ela também trabalhou com cenários de óperas e na rede inglesa de TV BBC.

Entre seus principais filmes, os destaques são "Vestígios do Dia" (1993), "Razão e Sensibilidade" (1995) e "Anna e o Rei" (1999). O mais recente é "The Catcher Was a Spy", lançado neste ano, estrelado por Paul Rudd e Sienna Miller.

Brasil e Oscar, sempre no quase...


Oficialmente, o Brasil nunca ganhou um Oscar, mas já chegou perto com Ary Barroso, Carlinhos Brown, "Cidade de Deus", Fernanda Montenegro e outros.

Neste ano, o diretor Carlos Saldanha ("O Touro Ferdinando", Melhor Animação) e o produtor Rodrigo Teixeira ("Me chame pelo seu nome", Melhor Filme) foram indicados, mas têm poucas chances.

Na categoria Filme Estrangeiro, o Brasil já teve quatro filmes indicados. Países como Argentina, Suíça e Polônia já ganharam duas vezes. Os maiores vencedores são Itália (14), França (12, incluindo "Orfeu do Carnaval"), Espanha (4) e Japão (4). Neste ano, Chile e Suécia são os favoritos.

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